4 Dicas fundamentas para o compartilhamento de postes

Durante a pandemia houve uma enorme mudança no cenário digital, onde mesmo aqueles que não se entregam facilmente ao avanço da tecnologia se viram obrigados a participar desta revolução.


Além do crescimento expressivo de novos usuários, percebeu-se uma mudança no perfil dos usuários da internet, que começaram a consumir muito mais banda e por um maior período do dia.


Com as migrações de trabalho para home office, aulas online, e o maior acesso aos serviços de streaming, fez com que muitos clientes que costumavam ter planos de velocidades mais baixas sentissem a necessidade de adquirir um acesso mais veloz e com uma menor latência.


Muitas vezes, com gargalos em suas redes, os provedores de internet perceberam a necessidade do mercado em consumir mais banda e investiram mais em infraestrutura, fazendo com que esta crise global se tormasse um mar de oportunidades.

De todos os meios de comunicação, foi evidente um maior investimento em fibra óptica.


As empresas que já possuem redes implantadas expandiram suas áras de atendimento, e as que ainda não estavam ofertando seus serviços através desta tecnologia se sentiram forçadas a migrar.


Além da maior capacidade de transmissão, a rede FTTH se torna muito mais estável por não sofrer interferencias externas.


Porém antes de implantar uma rede óptica, os provedores de internet precisam saber que quem administra e gerencia as ocupações nos postes são as concessionárias de energia e que para que seja possível instalar seus equipamentos e cabos, algumas normas deverão ser seguidas.


Com a empresa toda regular e realizado o cadastro na concessionária de energia, um dos requisitos mais importantes é a apresentação do projeto de compartilhamento de infraestrutura. Este deverá apresentar todos o postes que serão ocupados e qual será o esforço mecânico que os cabos a serem instalados irão exercer nos postes levando em consideração os cabos já implantados.

Para executar todo processo de compartilhamento e desenvolver este projeto, você pode contratar uma empresa prestadora de serviço, como a Ascent Telecom


Neste artigo iremos te mostrar 4 boas práticas a serem seguidas antes de se implantar uma rede óptica.



1 – Observe a quantidade de cabos existentes no trajeto


Quem é que nunca reparou aquela enorme quantidade de cabos existentes nos postes?

Este tem sido um dos problemas mais recorrentes no cenário das telecomunicações, principalmente nas grandes cidades.

Imagina o retrabalho e o gasto de dinheiro com dinheiro que seria ter que alterar as rotas dos seus cabos por não existir a possibilidade de regularização.


E mesmo ao ver uma situação como esta, muitas empresas acabam utilizando estas rotas em seus projetos e implantam seus cabos sem nenhuma regularidade.


Ao fazer isso, o provedor está assumindo um risco muito grande, pois a qualquer momento a concessionária de energia poderá notificá-los de forma administrativa, executar alguma multa ou até mesmo retirar os cabos sem nenhum aviso prévio.


Normalmente, as concessionárias permitem a utilização de 4 a 6 pontos de fixação por poste, ou seja, se existirem mais pontos ocupados do que isso, existe uma grande possibilidade dos pontos estarem irregulares.


Sabendo disto, requisite as normas de compartilhamento da sua região de atuação e busque trabalhar em rotas com pontos de fixação disponíveis.


2 – Siga a rede da concessionária


Em muitos casos, empresas optam por utilizar em seus projetos rotas que possuem uma menor quantidade de postes, afinal d

e contas, o valor do aluguel mensal é proporcional à quantidade de pontos ocupados.


Ao tentar economizar, acabam não seguindo as normas estipuladas pela concessionária de energia o que pode trazer um retrabalho para a área técnica e até mesmo multas ou punições à cessionária.


Abaixo apresentaremos um típico exemplo das ilegalidades encontradas em campo.


Neste caso é possível observar que o cabo óptico está dobrando uma esquina por uma rota diagonal e não está seguindo a rede elétrica, ao contrário do que deveria ser feito.


Já imaginou como seria desconfortável ser notificado por um descuido desses? Quanto tempo sua rede poderia ficar parada para que se executasse uma correção em campo apenas por desconhecimento das normas?


3 – Utilize plaquetas de identificação

Todos os cabos de telecomunicações devem ser identificados com as plaquetas de informações.


Algumas concessionárias de energia definem que será necessário apenas uma plaqueta de identificação por poste, já outras podem pedir que cabo seja identificado em sua chegada e sua saída do poste.


Busque as normas estabelecidas em sua região e se atente também às cores e informações definidas como obrigatórias.


4 – Cuide dos seu patrimônio

Investir em uma rede óptica não é nada barato!

Além do alto custo com os equipamentos ativos e passivos, existem os gastos com implantação, certificações e projetos.


Com a finalidade de reduzir os gastos, muitas empresas acabam deixando de ter uma rede regular para cortar custos que acreditam ser “desnecessários” e legalizam somente uma parte da rede, pois quanto mais postes aprovados na concessionaria mais alto será o valor do aluguel de postes.

Isso era uma prática muito comum!


Mas as concessionárias de energia vêm aumentando a fiscalização e punindo frequentemente os provedores de internet. Boa parte das vezes chegam até mesmo a derrubar a rede do provedor podendo deixar dezenas, centenas e até mesmo milhares de clientes sem internet em um piscar de olhos!

Consegue imaginar a quantidade de suporte técnico que isso pode gerar?

Imagine a quantidade de reclamações simultâneas que seu suporte irá receber!

Além disso, como explicaria para os seus clientes que eles ficaram sem internet porque a sua rede foi implantada de forma irregular?


É um cenário desesperador que vem se repetindo cada vez mais, portanto é recomendando que você regularize toda a sua rede e cuide do seu patrimônio.


O compartilhamento de infraestrutura é importantíssimo para o desenvolvimento do provedor e principalmente para que se possa fornecer um serviço de qualidade sem interrupções.




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